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domingo, 31 de janeiro de 2016

Ela queria mais...




Olááááá!!!!! Como estão todos? A ter um bom fim de semana? 
Hoje trago-vos um novo texto da minha autoria!! Espero que gostem!


Ela queria mais...


"Ela queria mais. Ambicionava muito. O alcance do seu braço não lhe chegava, sonhava ter o mundo num abraço. Mas ela não sabia como o iria fazer. Então sentou-se e pensou. Pensou durante tanto tempo que várias vezes equacionou desistir, mas cada vez que essa palavra pairava sobre os seus pensamentos, com força, bania-a para longe novamente.
Não sabia o que ia fazer, mas descobriu o que queria transmitir. Queria tocar as pessoas. Chegar até aos seus sentimentos mais profundos. Aprendê-los. Compreendê-los. Estimulá-los. Isto era o que ela queria, agora, só lhe faltava saber como o conseguir.
Mais uma vez sentou-se a pensar. Imaginou o que poderia ser capaz de tal poder sobre a humanidade, afectar os seus sentimentos, mas apenas encontrou nos seus pensamentos verdadeiros mundos que reclamavam por libertação!

Não conseguia pensar em nada que lhe fosse útil, por isso decidiu ir dormir. Talvez tivesse um sonho revelador que a ajudasse.
Sonhou com um livro que tinha lido em criança e quando acordou imaginou que o tempo passado a dormir tinha sido outro desperdício. Mas o livro e a sua história não saiam da sua mente. Ela tentava a todo o custo mandá-la embora, mas ela voltava sempre. Foi então que percebeu... O segredo estava realmente no sonho. Não era o sonho, propriamente dito, mas o que nele estava.
O livro estava na sua mente porque tinha sido o mais marcante da sua vida. Com ele tinha experimentado as mais diversas emoções. Tinha rido e chorado, tinha sofrido, ansiado e até corado. Aquele livro tinha-a levado para outro mundo, outra realidade. Tinha chegado até ao seu coração. De tal forma que ainda hoje aquele era o seu favorito de todos...
Então entendeu... Aquela era a chave para chegar as pessoas, aos seus sentimentos...
Talvez todos os mundos que existiam na sua mente não fossem tão inúteis quanto imaginava. Talvez essa fosse a sua forma de chegar até aos outros. Por palavras...
Aprendeu ainda muito jovem que as palavras podem ser armas que são capazes de ferir mortalmente se assim se desejasse, mas também são capazes de transmitir o mais doce carinho. Era isso que ela pretendia... Transmitir amor com palavras... Ela sabia que não era simples, mas arregaçou as mangas. O difícil não é impossível.
Ela queria mais e sabia que o tinha de conseguir por mérito próprio...
Iria tornar os seus sonhos realidade. Por mais tempo que demorasse ela ia conseguir, porque acreditava que era capaz.

Ela queria mais. Ela sonhou. Ela conquistou. E no fim, tomou o mundo num abraço..."

Gostaram?? Deixem as vossas opiniões!! Fico a aguardar por elas! ;)
Bijus! 
Filipa Marques

(imagens retiradas de motor de busca)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Este medo que me prende

Olá a todos!!
Como correram as vossas festas?
Tenho andado meia desaparecida, mas agora estou de volta!!
Hoje trago-vos um texto que eu mesma escrevi.

Dei-lhe o titulo de "Este Medo que me Prende". Penso que algumas pessoas se vão identificar com as minhas palavras, afinal, quem nunca se sentiu preso por causa de medo?

 Espero que gostem!! :)



Se alguma vez ficaste de coração partido mesmo sem que tenhas feito nada, junta-te ao clube! Somos duas!
Queres o meu melhor conselho? Se no futuro tiveres dúvidas se deves seguir o teu coração ou ficar à espera, eu digo-te: segue o teu coração! Se pensares bem, o pior que pode acontecer é te desiludires ou ficares com ele partido, certo? Podes até pensar que foste imprudente e que te atiraste de cabeça… Mas de que te serve a prudência se no final o resultado for o mesmo, um um buraco no lugar onde deveria estar o teu coração? 
Eu sei do que falo. Eu fui aquela que não tomou iniciativa com medo de sair magoada, mas que, no final, não ter feito nada foi, na verdade, o mais doloroso…
Sabes, comigo tudo começou com amizade. Não foi logo aquele sentimento arrebatador que faz tirar o fôlego à primeira vista. Foi mais do género de semente que cai no chão e aos poucos começa a germinar até ser uma árvore grande… Pequenos gestos e palavras foram dando força à sementinha para ela crescer e ficar forte. À medida que ela crescia, as raízes iam fixando-se cada vez mais fundo, escavando cada vez mais até se fixarem no núcleo do meu coração. 
Quando dei por mim estava irremediavelmente apaixonada. Daquele tipo que suspira pelos cantos, que pensa a todos os instantes do dia nos momentos passados a dois, por mais singelos e inocentes que tenham sido. Mesmo assim, o meu primeiro passo foi a negação… “Não pode ser”, “Qual apaixonada, qual carapuça!”, “Estás é maluca da cabeça!” Acredita, estes pensamentos viajaram na minha cabeça durante muito tempo… Mais do que eu gostaria de admitir, mas por fim acabei por admitir o que sentia. Não tinha mais por onde fugir… 
O meu segundo erro foi ter medo de exprimir os meus sentimentos e não ser correspondida. Mentalizei-me que era muito cedo, que não era o momento certo para me declarar... Mas afinal, há um momento certo? Não, acredito não... Esperei por ele tanto tempo que eu mesma fiquei cansada... Agora penso que talvez esse momento tivesse sido quando consegui aceitar os meus sentimentos. 
Em vez disso, esperei por aquele despertar em que sentiria um clique na minha cabeça que me diria "É agora! Diz-lhe!". O meu engano foi querer transformar em racional algo tão irracional como o amor... Quis à força atribuir-lhe uma lógica que ele não possui e não percebi o que estava a passar por mim. 
Tinha acabado de decidir que não podia esperar mais para declarar os meus sentimentos quando ele me apresentou a sua namorada. Disse-me que por ser a sua melhor amiga era a pessoa a quem ele estava a contar primeiro… Nesse momento o meu coração quebrou-se em mil pedaços, mas os meus lábios apenas mostravam um sorriso. As minhas lágrimas corriam internamente, para ele não perceber o meu sofrimento. Tinha tudo corrido mal… O meu coração estava em pó… E eu não tinha mais ninguém a quem culpar senão a mim mesma e à minha prudência. 
Se eu podia ter tomado a iniciativa e mesmo assim ter falhado? Podia, mas aí tinha mais alguém a quem culpar para além da minha pessoa. Aí tinha mais para recordar do que apenas a minha covardia…
Por isso e mais uma vez te digo, quando tiveres dúvidas, segue o teu coração. Ele sabe o que quer. Palavra de melhor amiga!



E então?? Gostaram?? 

(imagens retiradas de sites de busca) 

sábado, 7 de novembro de 2015

Sim, é um adeus...

Olá a todos! Boa noite!!

Hoje resolvi trazer-vos um pouco do meu trabalho. Este é um texto da minha autoria e espero que todos gostem! 


"Querido Senhor do meu Coração quebrado,


Sim, é isso mesmo. Não me enganei na morada. É mesmo para ti. És mesmo tu.
Talvez achasses estranho receber uma carta de qualquer outra pessoa, mas não de mim. Conheces-me bem o suficiente para saber que o convencional não é comigo. Podia ter dito o que tenho a dizer por SMS ou por mensagem no Messenger, mas não seria a mesma coisa, pois não?

Escolhi escrever uma carta porque me pareceu que tornava tudo mais pessoal e tu sabes como eu adoro tornar tudo pessoal. Mas não é sobre isso que que quero falar-te, não…

Escrevo-te para te dizer que me vou embora. Sim, é verdade, vou… Embora seja apenas mais uma metáfora na vida, apenas verdadeira para ti…

Não vou realmente, não sou capaz de deixar tudo para trás, pelo menos por agora. Não sei o que o futuro me reserva…

Eu vou embora, sim, mas da tua vida. Espero que saibas que não o digo de ânimo leve. De facto, tem sido mais difícil do que eu imaginava escrever estas palavras. 

Deves estar a perguntar-te “Porquê agora?” Para essa pergunta apenas consigo responder: porque não? 
Tens de concordar comigo que já são alguns anos na incerteza… Incerteza de te ter aqui, incerteza de não ter… Ora vens, ora vais… É o que tens feito sempre a teu bel-prazer… Sei que não é por maldade, imagino que seja por medo de te deixares levar e já não quereres sair. Imaginas que isso seria contra a tua alma livre, mas tenho de ser sincera contigo, só demonstra covardia… É irónico como o teu desespero em mostrar a tua força só te faz parecer mais fraco aos meus olhos… 

Porque me vou? Pensei dizer-te que era por já não me importar que fosses e não mais viesses, mas isso seria cruel, e uma mentira. Vou-me porque imagino que só longe conseguirei as forças que preciso para ser capaz de afastar-te dos meus sonhos e pensamentos. Certamente que conheces o ditado popular “O que os olhos não veem o coração não sente.” Acho que coloquei todas as minhas esperanças na hipotética veracidade destas palavras e na, mesmo que mínima, chance de te ultrapassar…

Reparaste que não disse esquecer. Foi de propósito, como aliás qualquer uma das minhas outras palavras. Não te quero esquecer… Fizeste-me bem, mas ultimamente esse bem só me tem deixado mal e não quero isso. Não quero que tudo o que venha à minha cabeça quando penso em ti seja mágoa e ressentimento. O que tivemos foi bonito e eu quero que permaneça assim.

Não te preocupes em saber para onde vou, sei que vais tentar descobrir, afinal sempre que me afasto teimas em puxar-me de volta, mas desta vez não vai ser assim. Preciso de distância, o meu coração precisa de reabilitação, a minha alma precisa de paz, só assim serei capaz de amar novamente. 
Não penses que te afasto para te conseguir substituir. Isso não seria verdade. Apenas preciso de sentar e lamber as feridas…

Sim, é um adeus… Peço-te, no entanto, que não me julgues por escolher este momento em que estamos longe um do outro para te escrever. Se assim não fosse eu estaria presa ao inebriante e enganador enredo que tecemos em torno de nós mesmos e do que aparentemente temos e nunca teria a coragem de tomar uma decisão.

Não me odeies por ter sido a primeira a ter a coragem de me afastar. O tempo mostrar-te-á que é o melhor. E se não for? Bom, se ambos chegarmos a essa conclusão, nesse momento, e se ele chegar, acho nada nos impedirá de ficar juntos…



Com todo o carinho,
A Mulher com o Coração quebrado."

Filipa Marques

Espero que tenham gostado! :) Deixem as vossas opiniões nos comentários! ;)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ela - Um Conto de Dan Mendes










Ei, cidadãos do mundo, como estão?
Vim trazer para vocês hoje um conto super legal de um amigo meu. Ele é um autor muito bom, mas ainda não reconhecido.
Queria apresentar a vocês um dos muitos contos que ele escreve. Espero que gostem.





             Ela

Dia 13/10/15 – 8:00 AM

– Muito bem, parabéns pela hipocrisia! – O sorriso sarcástico enfeitava o rosto de ponta a ponta.

– De nada, amor. Tenha um ótimo dia! – Ele disse, furioso, enquanto batia a porta.


Dia 13/10/15 – 20:00 PM

Respirava com dificuldade enquanto esfregava os dedos em sinal claro de preocupação. Tinha lavado os cabelos para quando ele chegasse, com esperança de que, se a visse bela, talvez lembrasse de que ainda eram casados.

Ouviu o carro chegando. O portão da garagem rangendo ao ser aberto e o cachorro latindo para o dono.

– Cuidado, Bob. Olha... Olha a minha calça! Mas que merda!

Talvez tivesse sido mais esperta se houvesse prendido o cachorro.

Ouviu a porta abrindo.

– Já falei que não é pra você entrar! Fica! Senta! Ah, dane-se...

Bob passou por ela correndo e deitou perto da porta dos fundos.

– Oi. Boa noite – Disse ela sorrindo.

– Boa noite – Resposta automática – Você fez janta?

– Claro, fiz pra você.

Ele riu.

– Tá bom então...

Silencio constrangedor.

– Você não precisa me tratar assim – Ela disse enquanto passava as mãos nos cabelos e olhava para a sandália no canto do sofá – Eu...

– Você já esqueceu do que fez?! – Ele disse, interrompendo-a.

– Mas.... Você disse que tinha perdoado.

– E eu perdoei!

Olhou pra ela com olhos esbugalhados e uma clara sensação de poder entre os dedos fechados em punho.

– Quem perdoa esquece – Ela disse, entredentes...

– O que disse?

Desafiador.

– Nada.


Dia 13/10/15 – 21:00 PM

Ele estava lambuzando-se.

Puxões de cabelo não doíam tanto quanto os furos feitos na sua alma.

Tinha o prazer somente pra si. Pouco se importava com o contexto à sua volta.

Chorava escondida enquanto era pressionada contra a cabeceira da cama.

Ejaculou e a jogou de lado. Não demorou a dormir.

Respirou e tentou levantar para limpar-se, mas descobriu ser uma tarefa impossível. Suas pernas não respondiam. Não pegou no sono a noite inteira.


Dia 14/10/15 – 12:00 PM

– Eu não sei o que deu nela pra vir até aqui! Mas isso não é assunto seu! Nós somos um casal feliz! Eu nunca relei um dedo nela sequer! Você não vai estragar o nosso casamento! – Disse ele ao psicólogo.

– Sua esposa veio porque está com medo, senhor... E eu estou começando a entender o medo dela, sinceramente...

– Sinceramente... Ela não estava autorizada a vir falar contigo! – Ele olhou fundo nos olhos do psicólogo e segurou-se para não agredi-lo na frente de todas as pessoas da recepção – Olha, se eu não tivesse colocado um rastreador no carro dela, quem me garantiria que você não estaria enchendo a cabeça dela com “bobagens de psicólogo” e colocando ela contra mim!?

– Ah, então foi assim... Você acha certo rastrear o carro da sua esposa?

– Eu acho certo o que eu achar certo! Você disse bem, MINHA ESPOSA, e eu faço com ela o que quiser!

Foi o que o psicólogo precisava ouvir.


Dia 14/10/15 – 13:30 PM

– Vagabunda! Qual o seu problema? – Ele estava claramente alterado – Nos só brigamos e você correu pro merda do psicólogo?!

Ela estava sem palavras.

– Não sabe o que dizer né? Mas parecia estar bem lúcida quando me xingou anteontem não é?

“Ele disse que tinha perdoado”.

– Você não presta! Eu sabia, eu sabia...

– Eu não...

– Cala a boca!

Ouviu-se um estrondo de tapa e a face branca dela ganhou contornos vermelhos.

– Nunca mais me interrompa! Vagabunda!

Ouviu a porta da frente bater e o carro arrancar pela garagem. Bob estava latindo furiosamente. Provavelmente ele não fechou o portão.


Dia 15/10/15 – 3:00 AM

“Ele chegou”.

Ela tinha acabado de beber um copo d’água e deixa-lo no criado-mudo quando ouviu o barulho do carro. Apressou-se a virar para o lado e fingir que dormia.

Ouviu a porta abrindo.

Nenhum ruído.

Tropeçou no degrau que levava à copa. Bebeu mais um gole da vodca que guardava no bolso e se dirigiu ao quarto.

Ela estava dormindo. Acendeu a luz.

– Tá na hora de acordar!

O sangue dela gelou feito neve. Olhou para frente com olhos lacrimejantes.

Ele tirava o cinto. Estalou-o na cama.

Deitou por cima dela.

Sentiu o cheiro de álcool.

Arrancou a calça dela com violência. Apertou o pescoço dela e a penetrou com força.

Não conseguia respirar. Tentava se agarrar à cabeceira.

Estava ofegante. Ouvia o ranger da cama e sentia os movimentos desesperados da esposa.

Ela passou a mão por toda a cabeceira e chegou no criado-mudo. Quebrou o copo. Pegou um caco e perfurou o pescoço do marido. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Ele estava deitado com o sangue escorrendo de seu pescoço enquanto era rasgado diversas vezes pelo resto de copo que o matara.


Dia 15/10/15 – 4:00 AM

Ela tremia com uma caneca de café fresco nas mãos. A polícia já havia feito-lhe várias perguntas, mas ela não respondera nenhuma.

– Nós vamos leva-la para um hospital – Ouviu um outro homem de capa branca dizer.

Viu o rastro de sangue no chão que tinha deixado para chegar ao telefone.

191.

Agora que haviam chegado ela decidiu que talvez fosse melhor não ter ligado e sim devorado o corpo enquanto ainda estava fresco.

Passaram novamente em frente o quarto do casal. Tinham dois homens com luvas fotografando o corpo exposto do seu ex-marido.

Eu sou viúva – Ela pensou e deu um sorriso.


Dia 15/10/15 – 9:00 AM

Ela tinha acabado de acordar.

O rosto do seu psicólogo foi a primeira coisa que viu.

– Tudo bem, tudo bem... Descanse...

– Você gravou?

– Sim...

Ela sorriu.

– Como se sente?

– Feliz... Estou viúva, sabia?

– Sabia. E não vai ser presa, não se preocupe – Lhe deu um beijo terno na testa e olhou pra trás de relance. Estavam sozinhos – A não ser que queria ser presa por mim...

Ela mordeu os lábios de satisfação enquanto ouviu a porta sendo aberta.

– Meu nome é Ronaldo, sou detetive e gostaria de fazer algumas perguntas para a senhorita...

– Claro, tudo bem – Respondeu o psicólogo.

Ela fechou a cara em dor e prometeu dizer a verdade... Nada mais que a verdade.

 Dan Mendes

Se você quiser conhecer outros trabalhos do autor, siga o perfil dele no Scribe Dan Mendes
Volto logo com mais novidades deste lado do oceano. Bjinhus!!